O cantor Manolo Otero morreu nesta quinta-feira em São Paulo
O cantor espanhol Manolo Otero, uma das vozes românticas de maior
sucesso nos países latinos nas décadas de 70 e 80, morreu na cidade de
São Paulo, onde morava há anos, informou nesta quinta-feira uma pessoa
próxima ao artista.
"Fomos pegos de surpresa, ninguém esperava por isso", declarou Segato,
quem contou que o artista morava na cidade de Indaiatuba, nos arredores
de São Paulo, com sua mulher e produtora artística, a brasileira Celeste
Ferreira.
Segundo Segato, Manolo Otero perdeu em dezembro sua mãe. Depois disso
viajou à Espanha para resolver assuntos familiares e quando retornou ao
Brasil, neste ano, descobriu a doença em estágio avançado.
Por decisão de sua esposa, o artista, nascido em Madri, será cremado
nesta quinta-feira no cemitério da cidade de Santos, adiantou Segato à
Efe.
Manolo Otero começou a estudar canto aos 14 anos com sua madrinha, que
era professora de piano e diretora do coral da filarmônica de Madri,
como consta em seu site oficial.
O artista, que estudou Filosofia e Letras na Universidade de Madri,
gravou seu primeiro disco em 1975, com o título de "Todo el tiempo del
mundo", sucesso de vendas nos países latinos e também no Brasil.
Em 1973, ele casou-se com a atriz e cantora María José Cantudo, com a
qual teve um filho, Manolo Otero Júnior, e de quem se divorciou em 1979.
O intérprete de "Vuelvo a ti", "Bella mujer" e "Qué he de hacer para
olvidarte", figurou nos palcos até pouco tempo. No ano passado, ele
apresentou-se nos Estados Unidos, Colômbia, Venezuela e Bolívia.
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