A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo concluiu que o repórter
Roberto Cabrini, hoje à frente do “Conexão Repórter”, do SBT, foi alvo
de uma armação de policiais civis há três anos. A informação é da
reportagem de André Caramante publicada na edição desta terça-feira da
Folha.
De acordo com o texto, o relatório final da Corregedoria não aponta
explicação sobre o motivo de os seis policiais envolvidos, entre eles um
delegado, terem armado a prisão de Cabrini em abril de 2008. Na
ocasião, ele foi acusado de levar papelotes de cocaína em seu carro.
Porém, uma hipótese levantada pela Corregedoria envolve Oscar Maroni
Filho, dono da boate Bahamas. A prisão teria sido forjada para se vingar
de uma reportagem na qual o Bahamas apareceu como “prostíbulo de luxo”.
Ouvido pela Corregedoria, Maroni negou.
OUTRO LADO
Os policiais civis Edmundo Barbosa, João Roberto de Moraes e
Alexsandro Martins Luz, o carcereiro Igor André Santos Machado e o
delegado Ulisses Augusto Pascolati não foram localizados ontem para
falar sobre a conclusão da Corregedoria.
O delegado Pascolati é o atual chefe do 101º DP (Jardim Embuias) e está em férias, fora do país.
O investigador Sérgio Jacob da Costa, segundo a Corregedoria, está
preso, mas por outro caso. José Solon de Melo, advogado de Oscar Maroni
Filho, também não foi encontrado. O mesmo ocorreu com a comerciante
Nadir Dias da Silva.
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