Não é preciso ser nenhum gênio para perceber que nessa reta final de
“A Fazenda” a disputa pelo grande prêmio de R$ 2 milhões está polarizada
entre Joana Machado e Monique Evans. Dessa maneira, exagerando bastante
na leitura, pode-se dizer que o choro copioso de Raquel Pacheco com a
eliminação de Valesca Popozuda pode ser encarado também como um lamento,
a realização de que é coadjuvante nesse ponto do jogo e que tem chances
menores de sair vencedora.
Limada da competição com 46% dos votos, a funkeira carioca pode ser
encarada como “baixa de guerra” no reality show. Afinal, está mais do
que na cara que a última roça foi tripla para evitar o confronto precoce
entre Joana e Monique. Permitir que isso acontecesse seria como deixar
que a grande final ocorresse três dias antes do dia marcado. Valesca não
saiu por ser impopular. Ela se despediu da sede em Itu apenas por ser
menos popular que a apresentadora e a personal trainer. O mesmo teria
acontecido com Raquel Pacheco se ela tivesse sentado na mala branca e
encarado as perguntas de Britto Jr.
A essa altura do campeonato, o que vai determinar quem sairá campeã
do programa é a história construída ao longo dos últimos três meses. E é
por isso que Raquel deve ficar com o terceiro lugar. Foi a única a não
se comprometer. Não se opôs a Gui Pádua. Ouviu calada as ofensas
machistas de Cumpadre Washington. Este ano o que tem se visto nos
reality shows é que o público tem admirado mulheres de fibra, que não
baixam a cabeça. Maria ganhou o “BBB 11″. No “Hipertensão” as favoritas
são do sexo feminino. Na “Fazenda” não foi diferente. Comparativamente,
Joana e Monique saíram-se muito bem no jogo. Mas nas últimas semanas a
personal trainer saiu um pouco do foco, brigou menos, tentou se conter
mais. Por isso Monique deve sair de Itu milionária. Quem viver verá.
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